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Reforma Tributária 2026: o que muda para pequenas empresas do Simples Nacional

Entenda o que muda na reforma tributária 2026 para empresas do Simples Nacional: IBS, CBS e como adaptar sua pequena empresa às novas regras fiscais.

Equipe 77Gestão11 de junho de 2026
Empresário analisando documentos fiscais e planejamento tributário

Reforma Tributária 2026: o que muda para as pequenas empresas do Simples Nacional

Se você tem uma pequena empresa e ainda não entendeu o que a reforma tributária vai mudar no seu dia a dia, não está sozinho. As mudanças chegaram, e entender o que são o IBS e a CBS — e como o Simples Nacional se encaixa nisso tudo — pode fazer a diferença entre se adaptar com calma ou correr contra o relógio.

A reforma tributária brasileira, aprovada em 2023 e em fase de implementação gradual, é a maior mudança no sistema de impostos do país em décadas. Para quem tem empresa de pequeno porte, o impacto é real e começa a aparecer nos documentos fiscais, nos cálculos de custo e no controle financeiro já em 2026.

O que é a reforma tributária e por que ela importa para você

O sistema tributário brasileiro atual é, para dizer o mínimo, complicado. Uma empresa que vende produtos ou presta serviços lida com regras diferentes para cada estado (ICMS), para cada município (ISS), além das contribuições federais como PIS e Cofins. São alíquotas distintas, bases de cálculo diferentes e obrigações acessórias para cada tributo.

O objetivo da reforma é simplificar tudo isso. O núcleo da mudança é a substituição de cinco tributos por dois novos:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal)
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): substitui o PIS e o Cofins (federais)
  • IS (Imposto Seletivo): incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas

Com esses dois tributos principais, a ideia é ter uma base de cálculo uniforme, regras mais claras e menos burocracia no longo prazo.

A reforma não elimina a carga tributária de uma hora para outra — ela reorganiza o sistema. O desafio para o empresário é entender como essa reorganização afeta o seu setor e o seu enquadramento.

O Simples Nacional vai acabar? Não — mas vai mudar

Uma dúvida frequente entre donos de pequenas empresas é se o Simples Nacional vai deixar de existir. A resposta é não. O Simples continua, mas vai passar por adaptações ao longo do período de transição.

O Simples Nacional é um regime de tributação unificado que permite que microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) recolham vários tributos em uma única guia mensal, o DAS, geralmente com alíquotas menores. Ele existe justamente para reduzir a carga e simplificar o compliance de negócios menores.

Com a reforma, os tributos que compõem o DAS vão mudar gradualmente entre 2026 e 2032. Os tributos antigos (ICMS, ISS, PIS, Cofins) serão reduzidos progressivamente enquanto o IBS e a CBS entram em vigor nos mesmos percentuais.

O que isso significa na prática para 2026:

  • 2026 é o primeiro ano da transição: as alíquotas dos tributos antigos começam a cair e as do IBS/CBS começam a subir, ainda em percentuais baixos
  • As empresas do Simples terão opção de recolher o IBS e a CBS dentro do DAS (de forma simplificada) ou fora dele (o que pode permitir transferência de crédito para clientes)
  • A coexistência dos dois sistemas durante a transição aumenta temporariamente a complexidade, mesmo que a simplificação seja o objetivo final

Como isso afeta quem tem entre 5 e 50 funcionários

Para a maioria das pequenas empresas, os impactos mais concretos em 2026 envolvem quatro frentes:

Documentos fiscais com novos campos. As notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e) vão incorporar os campos do IBS e da CBS à medida que a transição avança. Seu sistema de emissão de notas precisa estar atualizado para não gerar erros ou rejeições nas emissões.

Crédito tributário em transações B2B. Uma mudança que pode abrir oportunidades: no modelo atual, empresas do Simples têm restrições para transferir crédito de ICMS a seus clientes, o que as coloca em desvantagem em negociações com empresas do Lucro Real. Com o IBS/CBS e a opção de recolhimento fora do DAS, parte dessas empresas poderá transferir crédito normalmente. Se você fornece para empresas maiores, esse ponto merece atenção estratégica.

Revisão obrigatória de precificação. O impacto da reforma na carga tributária efetiva varia por setor. Prestadores de serviço, em geral, tendem a sentir aumento com o IBS/CBS em comparação ao ISS atual, cujas alíquotas são tipicamente mais baixas. Já comércio e indústria podem ter variações dependendo da cadeia de créditos. Ignorar isso na hora de precificar significa comprimir margem sem perceber.

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Gestão financeira mais rigorosa. Com alíquotas diferentes convivendo durante a transição e o impacto fiscal variando mês a mês, não dá mais para gerir o financeiro na planilha. A visibilidade sobre resultado real — considerando a carga tributária correta — passa a ser ainda mais crítica.

Erros que a maioria das pequenas empresas comete agora

Achar que é coisa de 2032. A transição começa agora. Em 2026 já há obrigações novas e alíquotas convivendo. Quem espera vai precisar correr — e em questão fiscal, correr costuma custar caro.

Confundir simplificação com menos obrigações. Durante a transição, as empresas vão operar com dois sistemas ao mesmo tempo. A simplificação é o destino, não o ponto de partida.

Não revisar contratos longos. Muitas empresas têm contratos de prestação de serviços ou fornecimento sem cláusula de reajuste tributário. Uma mudança de alíquota pode corroer margem sem que haja mecanismo contratual para compensar.

Não verificar se o Simples ainda é o melhor regime. Com as mudanças, o enquadramento ideal pode mudar. Essa é uma conversa que precisa acontecer com o contador antes de 2027, quando a transição ganhar mais peso.

Usar sistemas desatualizados. O sistema que você usa para emitir notas e controlar o financeiro precisa acompanhar as novas exigências. Erros em documentos fiscais geram multas e problemas com clientes — e isso não é risco que valha a pena correr por economia de mensalidade.

Como o 77Gestão ajuda sua empresa a se adaptar

Passar pela transição tributária exige controle sobre o financeiro e os documentos fiscais — e é exatamente aí que um ERP como o 77Gestão faz a diferença.

Emissão de notas fiscais atualizada. O módulo de Notas Fiscais do 77Gestão suporta NF-e e NFC-e e é mantido atualizado conforme as exigências fiscais vigentes. À medida que os campos do IBS e da CBS se tornarem obrigatórios nas notas, a plataforma incorpora essas mudanças — sem que você precise se preocupar com a parte técnica de layout e validação.

Controle financeiro integrado. O módulo Financeiro do 77Gestão reúne contas a pagar e a receber, plano de contas, centros de custo, DRE e conciliação bancária em um único lugar. Com as mudanças tributárias impactando diretamente a margem, ter visibilidade em tempo real do resultado é fundamental. O DRE disponível na plataforma permite acompanhar como a carga tributária efetiva está afetando o resultado mês a mês — dado crítico durante a transição.

Faturamento e vendas conectados. O módulo de Faturamento do 77Gestão conecta propostas, vendas e notas fiscais em um fluxo contínuo. Isso reduz a chance de erros operacionais no momento de tributar as operações e facilita o rastreamento de cada transação desde o pedido até o documento fiscal emitido.

Gestão de compras e produtos. Para empresas que trabalham com estoque, os módulos de Compras e de Produtos do 77Gestão permitem registrar os custos com os tributos atuais e os novos, facilitando o cálculo do custo real de cada item e a definição de preços com margem adequada.

Conclusão

A reforma tributária de 2026 não é um evento pontual — é o início de um processo que vai durar anos e exigir adaptação contínua das pequenas empresas do Simples Nacional. A boa notícia é que você ainda está no começo: há tempo para conversar com o contador, revisar preços e contratos, e garantir que seu sistema de gestão está preparado.

O que não dá é esperar. A transição já começou, e cada mês sem visibilidade clara sobre o impacto fiscal no seu negócio é um mês com risco de perda de margem sem perceber. Organize o financeiro, mantenha as notas fiscais em dia e use as ferramentas certas para atravessar essa mudança com o menor atrito possível.

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