Você importa o extrato OFX do banco, abre a tela de conciliação e para na primeira linha: o lançamento veio com o código 237 no campo identificador, mas o campo "banco" do cadastro está em branco porque ninguém preencheu na hora de criar a conta. A transação fica sem vínculo, o saldo conciliado diverge do saldo real, e você gasta os próximos vinte minutos rastreando qual conta originou aquela movimentação.
Esse tipo de travamento é evitável. A causa quase sempre é a mesma: o código bancário não foi registrado corretamente no cadastro da conta, porque quem fez o cadastro não sabia de cor qual número corresponde a qual instituição. Este artigo é uma referência direta para resolver isso, com a tabela dos principais bancos e orientações de uso na conciliação.
Por que o código bancário importa na conciliação OFX
O arquivo OFX que os bancos exportam carrega um campo chamado <BANKID>. Ele identifica a instituição financeira pelo código COMPE (Cadastro de Instituições do Banco Central). Quando você importa esse arquivo num sistema de gestão, o sistema usa esse código para associar automaticamente os lançamentos à conta bancária correspondente.
Se o código cadastrado na conta não bater com o <BANKID> do arquivo, a conciliação não fecha. Você vai ver lançamentos "sem conta" ou erros de importação que parecem aleatórios, mas têm uma causa única e simples.
O código COMPE é um número de três dígitos atribuído pelo Banco Central do Brasil a cada instituição financeira autorizada a operar no Sistema de Pagamentos Brasileiro.
Além da conciliação OFX, o código bancário aparece em outros contextos do financeiro: cadastro de fornecedores e clientes para pagamento via TED, geração de boletos e configuração de integrações com gateways de pagamento. Ter essa referência consolidada evita retrabalho em todos esses pontos.
Tabela de códigos dos principais bancos brasileiros
Os códigos abaixo são os códigos COMPE oficiais, utilizados em transferências TED e na identificação de contas em arquivos OFX.
| Banco | Código COMPE |
|---|---|
| Banco do Brasil | 001 |
| Bradesco | 237 |
| Caixa Econômica Federal | 104 |
| Santander | 033 |
| Itaú Unibanco | 341 |
| Nubank | 260 |
| Inter | 077 |
| Sicoob | 756 |
| Sicredi | 748 |
| BTG Pactual | 208 |
| Safra | 422 |
| BRB | 070 |
| Banrisul | 041 |
| Original | 212 |
| C6 Bank | 336 |
| PagBank | 290 |
| Mercado Pago | 323 |
| XP Investimentos | 102 |
| Stone | 197 |
| Citibank | 745 |
O Bradesco opera sob o código 237. Para TED e para importação de OFX, esse é o número que deve constar no cadastro da conta bancária no seu sistema de gestão.
Para a Caixa Econômica Federal, o código é 104. Para o Santander, 033. Esses três são os que mais geram dúvida porque não seguem uma lógica sequencial óbvia e são frequentemente digitados errado em cadastros feitos às pressas.
PIX e o código bancário: o que muda
No PIX, a identificação da instituição não usa o código COMPE diretamente. O Banco Central criou um identificador próprio para o PIX chamado ISPB (Identificador do Sistema de Pagamentos Brasileiro), um número de oito dígitos. Porém, para fins práticos de conciliação e cadastro em sistemas ERP, o que importa é o seguinte:
A chave PIX (CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória) não substitui o código bancário no cadastro da conta. Você ainda precisa registrar o banco com o código COMPE correto para que a conciliação OFX funcione, porque o arquivo exportado pelo banco continua usando o campo <BANKID> com o código COMPE, independente da transação ter sido feita via PIX ou TED.
Na prática: uma transferência recebida via PIX no Bradesco vai aparecer no OFX com <BANKID>237. Se a conta estiver cadastrada com código errado ou em branco, a importação falha da mesma forma.


